Artigos sobre tecnologia da informação, equipamentos, software e serviços.
Thursday, February 23, 2012
Certificação Digital, mudanças entram em vigor.
No dia 1° de janeiro de 2012 entrou em vigor a cadeia v2, nova plataforma hierárquica da certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Com a alteração, nenhum certificado digital poderá ser emitido nas antigas cadeias, v0 e v1.
A mudança, prevista pelas resoluções 65 e 68, faz parte das adequações aos novos padrões criptográficos estabelecidos pelo comitê gestor da ICP-Brasil, em 2009.
Segundo as publicações, todas as Autoridades Certificadoras (AC's) deveriam, até 31/12/2011, emitir certificados vinculados à Autoridade Certificadora Raiz (AC-Raiz) na nova hierarquia v2, além de realizarem as adequações necessárias aos seus sistemas para o uso dos novos padrões.
Na prática, o que muda para o usuário comum que necessita acessar algum serviço que exija a utilização do certificado digital da ICP-Brasil? O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), informa que pode haver a necessidade de realizar atualizações nos navegadores.
“Ao acessar um site seguro, cujo servidor já contenha um certificado emitido em 2012, usuários terão que realizar a atualização do navegador em uso com o certificado raiz da cadeia v2”.
Os certificados digitais emitidos na cadeia v1 continuarão funcionando normalmente até o prazo final de suas validades.
Os sistemas operacionais de mercado, como o Windows, já estão aptos a funcionarem com a nova cadeia de certificados. “Do ponto de vista técnico, não há qualquer restrição tanto para navegadores quanto para sistemas operacionais.
O que precisa ser averiguado é se o certificado raiz da Autoridade Certificadora ICP-Brasil (v2) está instalado. As instruções de como fazer isso podem ser encontradas no repositório de atualização de navegadores e visualizadores de arquivos publicadas no site do ITI”.
“No caso do Windows (7 e Vista), está prevista a distribuição automática da nova cadeia v2 a partir da primeira semana de março, abrangendo àqueles que utilizam os navegadores Internet Explorer, Google Chrome e Opera instalados nessas versões do sistema Windows”, conclui.
Fonte: ITI
Tuesday, January 17, 2012
Tudo em CLOUD ???
Na área de Tecnologia, as siglas são o carro chefe da comunicação e acabam virando referência direta para indicar o nome de um produto, um exemplo disto é o Personal Computer ou o PC.
Obviamente que nem sempre é assim, e neste artigo, gostaria de trazer algumas das siglas da moda ligadas a computação na nuvem, ou o CLOUD computing.
Vamos começar pelo mais popular, o SAAS - Software as a Service (Software como Serviço). Estes Projetos estão na vanguarda com várias implementações de software distribuído como um serviço. A premissa é que o software seja implementado em plataforma web de forma nativa e acessado usando tecnologias e protocolos de internet, qualquer software pode se classificar como uma implementação SAAS.
Obviamente que nem sempre é assim, e neste artigo, gostaria de trazer algumas das siglas da moda ligadas a computação na nuvem, ou o CLOUD computing.
Vamos começar pelo mais popular, o SAAS - Software as a Service (Software como Serviço). Estes Projetos estão na vanguarda com várias implementações de software distribuído como um serviço. A premissa é que o software seja implementado em plataforma web de forma nativa e acessado usando tecnologias e protocolos de internet, qualquer software pode se classificar como uma implementação SAAS.
Com o PAAS - Plataform as a Service (Plataforma como Serviço), encontramos diversos exemplos de sucesso, como Amazon, Salesforce e Google. O PAAS oferece a possibilidade das corporações suportarem o cliclo de vida das aplicações sem a necessidade de instalações ou mesmo download de software, tudo é suportado na nuvem.
IAAS - Infrastructure as a Service (Infraestrutura como Serviço). Refere-se ao fornecimento de infraestrutura computacional (geralmente em ambientes virtualizados) como um serviço. Em vez de o cliente comprar servidores para uma determinada aplicação, ele contrata um serviço dentro de um datacenter proporcional aos seus requisitos de infraestrutura e tem acesso completo à plataforma e ao software. Esse tipo de serviço é cobrado de acordo com a utilização ou pela reserva de recursos contratados.
Temos também o pouco conhecido DAAS - Development as a Service (Desenvolvimento como Serviço). A plataforma de desenvolvimento é compartilhada na nuvem. Ferramentas como RUBY e PYTHON são utilizadas para a criação de serviços com o complemento de mashups, criando assim um novo serviço. Complicado ? - Ainda incipiente no mundo, alguns especialistas dizem que o DAAS não passa de um PAAS especializado.
Uma outra novidade é o CAAS - Communication as a Service (Comunicação como Serviço). Aqui o assunto complica, pois no Brasil a pouca vontade das operadoras de telecom não deixam o tema deslanchar. A maturidade da tecnologia VOIP é que impulsiona este mercado e nos próximos anos promete um grande crescimento. As operadoras de telecom, continuam com um papel importante com a infra básica, mas os provedores independentes é que farão a diferença, colocando a disposição dos consumidores serviços de telecom com valor agregado de monitoramento, gerenciamento, gestão operacional, baixo custo e permitindo que os clientes mantenham o foco em seus negócios.
E por fim o EAAS - Everything as a Service (ou Tudo como Serviço). Isto ainda não é fácil de assimilar, imagine a reunião na mesma conta de Serviços de Infraestrutura, plataformas, software, desenvolvimento e suporte. Pode ainda não ser uma realidade para todos os "públicos" mas a oferta começa a aparecer no mercado. Para adotar o EAAS se faz necessário um certo grau de maturidade em CLOUD.
Com sopa de letras ou não o certo é que estas ofertas existem a algum tempo, precisamos reconhecer os serviços antigos e filtrar o que pode nos ser útil. Redução de custos é importante mas não é tudo.
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