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Tuesday, October 14, 2014

O segredo do sucesso do gestor de TI

Em determinados momentos de nossa carreira precisamos de uma receita de bolo que já foi aplicada na prática.

Em minha carreira tive oportunidade de atuar com diversas equipes com os mais diversos níveis de preparação, técnica e emocional.

Para comandar equipes com sucesso os executivos tem uma série de atribuições conhecida de todos, contratar e manter talentos, administrar conflitos, interesses e garantir a produtividade da equipe. Apesar de todos ter consciência do seu papel, são poucos os que tratam este assunto formalmente.

Na minha opinião um líder de sucesso deve ter controle do que acontece com sua equipe não por meio de cobranças, monitoramento ou ameaças. Mas, sim, através de um bom preparo para o cargo.

E a principal lição para o sucesso é OUVIR a equipe.

Claro que cada líder tem suas características pessoais e que nem sempre todos tem a aptidão básica de ouvir sua equipe, mas a equipe não pode ser procurada somente diante das crises.

A equipe precisa perceber do líder o real interesse nos temas relacionados aos integrantes, interesses estes que não são somente profissionais, pois as pessoas tem diversas vidas e todas estão ligadas e se relacionam.

As empresas buscam hoje líderes que estimulam, ajudam e conhecem o trabalho das suas equipes.

O aumento da produtividade e o engajamento se dá também porque os integrantes das equipes se sentem confortáveis e seguros com uma mão amiga próxima.

Acredito que o líder deva prestar atenção e desenvolver a habilidade de escutar, criar um modelo para sistematizar o tratamento deste tema junto a todos os componentes da sua equipe dando feedback sempre que necessário e cumprindo os compromissos que assumir devido as conversas com o grupo.

As conversas podem ser individuais ou em grupo, mas importante que sejam genuínas e mantenham um registro formal visando o acompanhamento dos temas tratados.

O lucro será de todos e este não se resume apenas a produtividade. A modificação positiva do ambiente de trabalho será evidente com o passar do tempo, além da satisfação pessoal do líder de poder fazer a diferença na vida das pessoas.


Monday, August 25, 2014

BIG DATA na Saúde, como criar valor ??

Big Data na Saúde

A invasão de novas aplicações e dos dispositivos móveis no cuidado do paciente tem conferido agilidade aos serviços assistenciais e aumentado o repositório de informações, tanto clínicas quanto administrativas das instituições em geral.

A pergunta que surge é: - "Como criar valor usando estes dados (Big Data).

Um dos grandes entraves para que o beneficio do compartilhamento de informações seja sentido é a falta de precisão dos registros eletrônicos de saúde e a falta de adoção de padrões.

Saber organizar e aproveitar ao máximo os dados colhidos resultando necessariamente em melhores diagnósticos, tanto individuais como populacionais, ofertando tratamentos com maior assertividade, e antecipando a ocorrência de epidemias é certamente um dos maiores desafios.

Podemos definir algumas ações para identificar o valor destas informações e precisamos ficar atentos, especialmente para as questões éticas de segurança de acesso a informação.
- Criar transparência no processo de uso das informações.
- Proporcionar acesso as informações de forma segura.
- Criar ações atendendo o perfil da população.
- Criar soluções ágeis baseado em dados novos para garantir eficácia na ação.
- Avaliar a evolução dos dados de forma periódica e com metodologia própria e de forma automatizada.

Os custos da área de Saúde são proporcionais ao envelhecimento da população e também a ineficiência com a gestão dos recursos.
Os EUA investiu de forma equivocada em 2012 mais de US$ 700 bilhões segundo estudo  apresentado pelo professor e presidente do Departamento de Informática Médica & Epidemiologia Clínica da Oregon Health & Scince University, William Hersh.  Algumas razões para o desperdício apontadas pelo professor foram:
-Serviços desnecessários prestados e entregues de forma ineficiente.
-Preços altos em relação aos custos.
-Excesso de custos administrativos.
-Oportunidades de prevenção perdidas.
-Ocorrência de fraudes. 

Ainda no departamento de Informática Médica do Oregon Health & Scince University a professora Joan Ash afirma que os registros médicos utilizados de forma correta podem trazer grandes  benefícios para os pacientes e para os médicos, mas se não forem utilizados adequadamente ou estiverem incorretos, podem induzir a erros médicos e a desperdício de recursos. 
Existe uma série de problemas com a troca de informações de saúde, como:
-Falta de padrões reconhecidos por todas as instituições / governos.
-Dados irrecuperáveis para pesquisa.
-De proveniência desconhecida.
-De granularidade insuficiente (pouco detalhamento).
-Documentos imprecisos e incompletos.
-Informações transformadas de maneira que prejudicam o significado.
-Incompatível com os protocolos de pesquisa.

No Brasil, além da falta de recursos, temos a ineficiência na gestão dos mesmos.

Segundo informações do Ministério da Saúde em 2012 o Orçamento era de R$ 12,8 Bilhões mas ao final do período foi realizado apenas R$ 3,7 Bilhões do orçamento previsto. Esta dificuldade na realização do orçamento sinaliza para a dificuldade de gestão por parte do ministério, pois a saúde no Brasil precisa de todo o investimento possível.
Com toda a escassez de recursos, temos poucas ações preventivas, além dos programas de vacinação. Deparamo-nos no dia a dia com uma saúde combalida que não tem capacidade de remunerar corretamente os serviços prestados e não consegue atender a demanda da população.

Poderíamos trabalhar de forma mais eficaz utilizando as informações existentes. 

Hoje todas as Unidades que atendem SUS efetuam o envio das informações dos atendimento de saúde para o DATASUS.

O DATASUS recebe todas as informações e disponibiliza algumas consultas desta base de dados, mas ainda sem aplicações práticas em curso.

Certamente temos uma base gigante que permite uma série de análises e que pode agregar valor na saúde brasileira. Temos o padrão, temos a regulamentação para o envio das informações, temos as informações atualizadas.

O que falta para que o Ministério da Saúde crie iniciativas de análise deste BIG DATA para aplicação prática em benefício da população ?