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Monday, August 25, 2014

BIG DATA na Saúde, como criar valor ??

Big Data na Saúde

A invasão de novas aplicações e dos dispositivos móveis no cuidado do paciente tem conferido agilidade aos serviços assistenciais e aumentado o repositório de informações, tanto clínicas quanto administrativas das instituições em geral.

A pergunta que surge é: - "Como criar valor usando estes dados (Big Data).

Um dos grandes entraves para que o beneficio do compartilhamento de informações seja sentido é a falta de precisão dos registros eletrônicos de saúde e a falta de adoção de padrões.

Saber organizar e aproveitar ao máximo os dados colhidos resultando necessariamente em melhores diagnósticos, tanto individuais como populacionais, ofertando tratamentos com maior assertividade, e antecipando a ocorrência de epidemias é certamente um dos maiores desafios.

Podemos definir algumas ações para identificar o valor destas informações e precisamos ficar atentos, especialmente para as questões éticas de segurança de acesso a informação.
- Criar transparência no processo de uso das informações.
- Proporcionar acesso as informações de forma segura.
- Criar ações atendendo o perfil da população.
- Criar soluções ágeis baseado em dados novos para garantir eficácia na ação.
- Avaliar a evolução dos dados de forma periódica e com metodologia própria e de forma automatizada.

Os custos da área de Saúde são proporcionais ao envelhecimento da população e também a ineficiência com a gestão dos recursos.
Os EUA investiu de forma equivocada em 2012 mais de US$ 700 bilhões segundo estudo  apresentado pelo professor e presidente do Departamento de Informática Médica & Epidemiologia Clínica da Oregon Health & Scince University, William Hersh.  Algumas razões para o desperdício apontadas pelo professor foram:
-Serviços desnecessários prestados e entregues de forma ineficiente.
-Preços altos em relação aos custos.
-Excesso de custos administrativos.
-Oportunidades de prevenção perdidas.
-Ocorrência de fraudes. 

Ainda no departamento de Informática Médica do Oregon Health & Scince University a professora Joan Ash afirma que os registros médicos utilizados de forma correta podem trazer grandes  benefícios para os pacientes e para os médicos, mas se não forem utilizados adequadamente ou estiverem incorretos, podem induzir a erros médicos e a desperdício de recursos. 
Existe uma série de problemas com a troca de informações de saúde, como:
-Falta de padrões reconhecidos por todas as instituições / governos.
-Dados irrecuperáveis para pesquisa.
-De proveniência desconhecida.
-De granularidade insuficiente (pouco detalhamento).
-Documentos imprecisos e incompletos.
-Informações transformadas de maneira que prejudicam o significado.
-Incompatível com os protocolos de pesquisa.

No Brasil, além da falta de recursos, temos a ineficiência na gestão dos mesmos.

Segundo informações do Ministério da Saúde em 2012 o Orçamento era de R$ 12,8 Bilhões mas ao final do período foi realizado apenas R$ 3,7 Bilhões do orçamento previsto. Esta dificuldade na realização do orçamento sinaliza para a dificuldade de gestão por parte do ministério, pois a saúde no Brasil precisa de todo o investimento possível.
Com toda a escassez de recursos, temos poucas ações preventivas, além dos programas de vacinação. Deparamo-nos no dia a dia com uma saúde combalida que não tem capacidade de remunerar corretamente os serviços prestados e não consegue atender a demanda da população.

Poderíamos trabalhar de forma mais eficaz utilizando as informações existentes. 

Hoje todas as Unidades que atendem SUS efetuam o envio das informações dos atendimento de saúde para o DATASUS.

O DATASUS recebe todas as informações e disponibiliza algumas consultas desta base de dados, mas ainda sem aplicações práticas em curso.

Certamente temos uma base gigante que permite uma série de análises e que pode agregar valor na saúde brasileira. Temos o padrão, temos a regulamentação para o envio das informações, temos as informações atualizadas.

O que falta para que o Ministério da Saúde crie iniciativas de análise deste BIG DATA para aplicação prática em benefício da população ?

Tuesday, April 29, 2014

Propaganda Enganosa na Saúde

Escrito por Claudio Balduíno Souto Franzen*

Os números estão no orçamento do Ministério da Saúde que não esconde sua política de sucateamento da rede pública brasileira. Nesta lógica perversa, onde se procurou transformar o médico que atua no SUS em bode expiatório da crise da assistência, fica clara a preferência por projetos que primam pela mídia, mas estão longe de melhorar a vida da população.
Todos conhecem a realidade dos hospitais públicos sucateados. Apesar de milionárias campanhas publicitárias, com a presença de atores famosos, verifica-se que a precariedade na saúde persiste. A última pérola reluz bem perto atingiu o bolso dos hospitais federais, reconhecidamente sempre no vermelho.
Em 2014, até o momento, o somatório dos gastos do Ministério da Saúde com toda a rede de hospitais federais do país chega a R$ 300 milhões. Enquanto isso, R$ 560 milhões foram repassados para a OPAS pagar a vinda de intercambistas dentro do Programa Mais Médicos.
Só que a tão decantada vinda de intercambistas cubanos não mudou em nada o quadro atual da assistência à população, com a superlotação das urgências e emergências, a falta de leitos para internação e a fila de espera por cirurgias, além de outras mazelas. 
Por outro lado, a tabela de honorários, que remunera atos médicos e despesas hospitalares, se encontra congelada desde 1995, tornando inviável o atendimento à população.
Trata-se de um quadro que penaliza o paciente brasileiro e só traz vantagens para Cuba, que, assim, leva o dinheiro do contribuinte nacional para sanear suas contas. Como se observa a saúde não é mesmo prioridade para a gestão federal, em que pese sua propaganda enganosa.
 
 
* É conselheiro federal representante do Rio Grande do Sul no Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Wednesday, August 22, 2012

Área de saúde deverá investir em TI mais de US$ 471 mi neste ano no Brasil


Os gastos com TI na área de saúde devem totalizar US$ 471,5 milhões no Brasil neste ano, segundo dados divulgados pela Frost & Sullivan durante o 3º Fórum Saúde Digital, que ocorre nesta quarta-feira, 22, em São Paulo. A projeção da empresa de consultoria e pesquisa é que a cifra salte para US$ 713,9 milhões em 2015, o que, se confirmado, representará um crescimento de 51,4%. Isso fará também com que o país represente 47,1% do mercado latino-americano. O estudo prevê ainda que o Brasil será o sexto maior mercado farmacêutico no mundo em termos de consumo nos próximos três anos.

A análise revela também que o país já representa mais de 40% do mercado de saúde na América Latina, o qual deve registrar uma taxa média de crescimento de 12,2% no período de 2012 a 2015. Como companhias que compõem o setor de saúde, a Frost & Sullivan considera os laboratórios farmacêuticos, empresas de biotecnologia e de equipamentos médicos e cirúrgicos, fornecedores de TI para saúde e empresas de diagnóstico clínico e de imagem.

"O Brasil está à frente de muitas outras regiões no segmento de saúde e na adoção de tecnologia para o setor, o que torna o país um ‘hub’ no setor de saúde regional", ressalta Izabela Januário, analista de mercado da Frost & Sullivan.

Entre as principais tendências em TI na área de saúde, o estudo destaca a computação em nuvem, mobilidade e big data. Segundo a consultoria, 46% das empresas entrevistadas para o levantamento de 2010, não apenas do segmento da saúde, não possuíam soluções em nuvem, o que passou a ser uma realidade neste ano, quando o índice caiu para 34%. Além disso, 66% das empresas disseram que pretendem adotar soluções em nuvem ou, aquelas que já utilizam algum tipo de aplicação de cloud computing, expandir o uso.

Em relação à adoção de dispositivos móveis, o uso de smartphones passará de 9,8 milhões de unidades, no ano passado, para 46,6 milhões em 2020, enquanto a utilização de tablets saltará de 389 mil para 14,6 milhões no mesmo período. O estudo estima que 85% das empresas farmacêuticas utilizem tablets como ferramenta promocional já no ano que vem.

Investimentos e barreiras
Os investimentos em TI na saúde chegaram a representar 3,2% do faturamento da indústria do setor em 2011, índice que deve crescer para 4% neste ano. Apesar das tendências destacadas, os gastos das empresas de saúde em TI foram direcionados, em sua maioria, a aquisição de hardware.

Segundo Izabela Januário, ainda há uma carência de software qualificados para compor as soluções para o setor, aplicativos voltados ao mercado local e um modelo de negócio definido, principalmente no que se refere à área de mobilidade. "É preciso também prover soluções eficientes, a um preço competitivo, para que haja um retorno sobre o investimento."

Para a analista, falta também infraestrutura de internet e telefonia de qualidade para atenderem a demanda de dispositivos conectados e possibilitarem a comunicação e o atendimento mais qualificado nas redes de saúde. "Outra barreira está no custo elevado das soluções de TI e a falta de conhecimento sobre o retorno sobre investimento, o que faz com que empresas de pequeno e médio porte da área de saúde deixem de adotar determinadas soluções de tecnológicas", ressalta Izabela.

Fonte: TI Inside

Friday, January 6, 2012

Força Nacional do SUS abre cadastro para voluntários


Interessados poderão ser convocados pelo Ministério da Saúde para atuar em situações emergenciais, que envolvam, por exemplo, desastres naturais e calamidades públicas
O Ministério da Saúde abriu o cadastro para voluntários que queiram se inscrever na Força Nacional do SUS. Os interessados devem preencher a ficha eletrônica de inscrição (clique aqui). O banco de voluntários será organizado pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar os profissionais, conforme cada situação de emergência.

Podem se cadastrar profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) - médicos Intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de veículos de urgência; profissionais de saúde dos hospitais universitários, dos institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal.


“Essa oportunidade (de participar da Força) é única no sentido de fazer um trabalho, de maneira organizada e estruturada, que vai ajudar as pessoas e comunidades envolvidas em situações adversas de grande porte”, salienta o coordenador de Urgência e Emergência, do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso.

A Força Nacional do SUS foi criada em 2011 para agir no atendimento a vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico (surtos de leptospirose após enchentes, por exemplo) que exijam uma resposta rápida e coordenada, apoio logístico e equipamentos adequados de saúde.


TREINAMENTO -Os candidatos que integrarem as equipes passarão por atividades de capacitação e processo de educação permanente obedecendo aos critérios definidos ministério.

Fonte: Portal da Saúde

Wednesday, December 21, 2011

Aprovada pelo Governo Preferência por uso de software livre

A proposta que garante preferência para software livre na contratação de bens e serviços de informática pela União, pelos estados, Distrito Federal e os municípios foi aprovada na quarta-feira, 14, pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados.

A relatora da matéria, deputada Manuela D'Ávila (PC do B-RS), recomendou a aprovação da proposta. 
O texto aprovado é um substitutivo adotado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática ao Projeto de Lei 2269/99, do ex-deputado e atual senador Walter Pinheiro (PT-BA).

Pelo texto, software livre é aquele que garante a qualquer usuário, sem custos adicionais, a execução do programa para qualquer fim; a redistribuição de cópias; o estudo de seu funcionamento, permitindo a sua adaptação às necessidades do usuário, seu melhoramento e a publicação dessas melhorias; e o acesso ao código fonte (conjunto de instruções em linguagem inteligível de programação de computadores, o qual, processado, irá gerar o programa ou aplicativo).

O substitutivo altera a Lei de Licitações (Lei 8.666/93). Segundo a lei, para a contratação de bens e serviços de informática, a administração deve adotar obrigatoriamente a licitação do tipo “técnica e preço”. A proposta estabelece que, adicionalmente, a administração deverá observar a preferência por programas de computador livres e com formatos abertos de arquivos.

Conforme o texto, formato aberto de arquivo é aquele que possibilita a comunicação entre aplicativos e plataformas; pode ser adotado sem quaisquer restrições ou pagamento de direitos; e pode ser implementado de forma plena e independente por distintos fornecedores de programas de computador, em múltiplas plataformas, sem qualquer remuneração relativa à propriedade intelectual. A contratação de programas-proprietários só ocorrerá em casos de “justificada inadequação” do software livre. Neste caso, a avaliação das propostas deverá considerar os custos totais, incluindo instalação, licenciamento e suporte.

O texto foi aprovado com emenda da relatora, que torna obrigatória a utilização de padrões abertos nos serviços públicos prestados através de meios eletrônicos. 
A emenda estabelece que esses serviços devem estar disponíveis a qualquer cidadão para completo acesso através de pelo menos um software livre. A ideia é não obrigar o cidadão a usar software de um determinado fornecedor.

Segundo Manuela D'ávila, a adoção do software livre tem o objetivo de aumentar a competitividade da indústria nacional de equipamentos de informática, oferecer capacitação para trabalhadores do setor e diminuir o gasto público com o licenciamento de programas de computador. A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. As informações são da Agência Câmara.


Fonte: TI Inside

Tuesday, September 13, 2011

TI nos Hospitais, o Brasil precisa investir.


Avança nos Hospitais do Brasil o uso de sistemas de gestão de tecnologia da informação, mas ainda assim mais de 80% dos hospitais não dispõe de quase nenhuma informação estruturada para gestão  dificultando assim a melhoria na qualidade do atendimento.

As instituições de saúde melhoram os procedimentos de atendimento, investindo cada vez mais em equipamentos modernos de última geração, mas poucas reservam parcela de seus investimentos para sistemas de gestão. segundo o SBIS - Sociedade Brasileira de Informática na Saúde, não existem números precisos sobre o investimento em TI por parte das instituições de Saúde, sabe-se em linhas gerais que o setor de saúde é o que menos investe em TI (Comenta Claudio Giulliano, presidente SBIS em entrevista 1).

Comparado com Europa e Estados Unidos o Brasil ainda investe muito pouco e não existem incentivos para este investimento. Somente os EUA investiram em 2010, mais de 20 Bilhões de dólares para incentivar e fomentar a área de software de saúde.

Iniciativas esporádicas do Ministério da Saúde e de alguns governos estaduais, como a privatização das UPAS, permite transmitir para a iniciativa privada a gestão de saúde. As empresas que estão preparadas para assumir esta atividade têm seus sistemas e implantam nestas unidades, o que permite um ganho na gestão e na qualidade dos atendimentos. 

Nos últimos 5 anos, a gestão hospitalar se profissionalizou, gerando a necessidade de sistemas que atendessem a demanda dando agilidade aos profissionais de saúde. Os sistemas se modernizaram e o RES - Registro Eletrônico de Saúde, já é uma realidade em alguns sistemas de gestão no mercado brasileiro.

Os usuários e o mercado impuseram a modernização dos sistemas de gestão. As interfaces de acesso devem ser agradáveis e os sistemas devem facilitar o uso dos usuários finais, além é claro de eliminar o retrabalho, ganho este percebido quando da implantação de um sistema de gestão.

É claro que a melhoria de gestão não pode ser creditada somente ao uso de um sistema. Para que esta melhoria seja alcançada, se faz necessário a determinação das empresas de saúde em ter profissionais competentes, treinados e motivados, juntamente com uma boa infraestrutura e a aplicação das melhores práticas de gestão e qualidade. Este conjunto permite a melhoria da eficiência e da qualidade do atendimento.

1-http://www.sbis.org.br/site/arquivos/EntrevistaiLUPAS.pdf
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/index.cfm/?portal=pagina.visualizarArea&codArea=319

Tuesday, April 26, 2011

Sistema de Feira de Santana se torna referência em saúde pública

Quem conheceu o sistema de saúde da cidade de Feira de Santana, na Bahia, até dois anos atrás, se surpreende com a diferença no atual atendimento. É que em maio de 2009 foi implantado pela Prefeitura da cidade o Sistema de Saúde Digital, com o qual os pacientes são cadastrados nas clínicas municipais e têm os registros guardados numa base de dados que pode ser acessada a partir de qualquer unidade de saúde.

Com os registros, a Secretaria de Sade do Município afirma poder traçar estratégias para melhorar a prestação dos serviços, porque passa a ter um conhecimento mais amplo da demanda de cada unidade de saúde do município. Por exemplo, quais os procedimentos são realizados com maior frequência em cada local de atendimento. Assim, é possível contabilizar a quantidade de materiais de uso diário e de remédios consumidos por cada clínica.

Para garantir a segurança do sistema e agilizar o atendimento ao munícipe, no momento do cadastro, o programa de biometria digital, componente do Sistema de Saúde Digital, capta a impressão digital do cidadão, identificando-o na rede. O armazenamento dos dados também tem como objetivo registrar o histórico de saúde do paciente para que possa ser acessado pelos médicos de outros estabelecimentos clínicos, excluindo qualquer necessidade de impressão de fichas ou casos de perda de históricos.

A cada solicitação de atendimento, o paciente é identificado na recepção das clínicas e, após o registro, aqueles que não são de urgência e emergência aguardam os chamados para a prestação dos serviços através de um monitor colocado na sala de espera. No momento da chamada, o consultório ou enfermaria que o paciente deve se dirigir é indicado.

Durante a consulta, o médico insere no Sistema todos os sintomas relatados pelo paciente e os procedimentos indicados, dados que se somam aos registros anteriores já existentes no prontuário eletrônico do usuário.

Todos os médicos e profissionais que têm acesso ao banco de dados do Sistema Saúde Digital foram treinados por técnicos da prefeitura nas próprias unidades onde prestam serviços.

Resultados

A Policlínica do Tomba foi a primeira a receber e testar o Sistema, em maio de 2009, ainda como um projeto piloto. Segundo os dados da SMS, no primeiro ano de atuação o Saúde Digital registrou alta no número de consultas e atendimentos de urgência. De janeiro a outubro de 2008, a equipe da unidade realizou 253.781 consultas e procedimentos e 55.731 atendimentos de urgência e emergência. No ano seguinte, também entre os meses de janeiro a outubro, já com a solução implementada, a unidade registrou 315.717 consultas e procedimentos. Os atendimentos de urgência e emergência passaram para 61.310.

Outro exemplo é a Policlínica da Rua Nova, que também registrou acréscimo nos números de consultas, procedimentos e atendimentos de urgência e emergência. De janeiro a outubro de 2008 a equipe da unidade realizou 111.124 consultas e procedimentos e em meses iguais, em 2010, foram 278.003, uma ampliação de cerca de 150%. Em 2008, foram 37.104 atendimentos de urgência e emergência e em 2010 foram 58.377, o que representa um aumento de 57%.

Expansão

O projeto de Feira de Santana é incluir duas unidades de saúde – a do Conjunto Feira X e a do bairro Aviário - ao Sistema ao longo desse ano. "Já instalamos parte dos equipamentos e todo o sistema. Agora estamos adquirindo o restante do material para implantar o programa nestas duas unidades", ressalta o assessor de informática da Secretaria Municipal de Saúde, Verlânio Gallindo.

Com a ampliação da rede informatizada, o programa contará com 35 unidades totalmente digitalizadas na cidade. Gallindo informa que o investimento da prefeitura para a informatização de suas unidades foi de mais de R$ 4 milhões, e incluiu a compra de diversos equipamentos como leitores biométricos de digitais, computadores para todos os médicos das unidades de saúde pública, um servidor para armazenamento de dados, além das telas de LCD de 21 polegadas instaladas nas salas de espera para a chamada dos pacientes.

"Antigamente os médicos gritavam o nome dos pacientes de dentro do consultório, um jeito muito arcaico. Hoje está tudo informatizado, na hora do atendimento ,o paciente visualiza o seu nome e a foto tirada no momento do cadastro na tela da sala de espera", descreve.

Reconhecimento

No dia 22 de fevereiro deste ano o Governo Municipal de Feira de Santana recebeu um prêmio por se destacar como um dos melhores projetos de governo eletrônico no Brasil. O prêmio foi entregue ao prefeito Tarcízio Pimenta, no auditório da Business School, em São Paulo, na Vila Olímpia.

O Sistema de Sade Digital reuniu critérios de premiação como: caráter inovador, relevância social e envolvimento de recursos humanos. "Avançamos muito na Educação e na Saúde, mas ainda precisamos avançar muito mais. Esse tipo de reconhecimento apenas no motiva e nos faz perceber que o Governo segue no caminho certo", afirmou o prefeito durante a cerimônia de entrega do prêmio.

Fonte: TI Inside