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Thursday, October 9, 2025

Atualizações e Patches

Por que manter seu parque atualizado com acompanhamento Sistemático é crítico para Infraestrutura de TI ?

Este artigo tem como referência o artigo:  
TI Corporativa em Perigo: Descubra as 10 Medidas Que Podem Salvar Seus Dados!  

Em um ambiente corporativo, negligenciar atualizações de hardware ou de software, sendo de segurança ou deixar de substituir um sistema obsoleto é como deixar portas destrancadas em um prédio cheio de informações confidenciais. A aplicação de patches, atualizações de versão de sistemas operacionais e tecnologias não deve ser vista como uma tarefa pontual, mas sim como uma atividade contínua, estratégica e essencial para a proteção da infraestrutura de TI.

Por que o acompanhamento sistemático é indispensável?

Estudos mostram que a maioria dos ataques cibernéticos explora vulnerabilidades conhecidas, para as quais já existem correções disponíveis. Casos como os ataques WannaCry e NotPetya são exemplos de como a falta de atualização pode gerar prejuízos bilionários e paralisar operações críticas, já existiam correções disponíveis.

Além disso, manter os sistemas atualizados é uma exigência de conformidade regulatória, como a LGPD, e uma prática que reforça a resiliência operacional da empresa.

Não existe mágica, o acompanhamento ainda é a melhor solução. 


Equipamentos que exigem atenção constante

A gestão de atualizações deve abranger todos os ativos de TI ou que tenham a possibilidade de acessar recursos de tecnologia, incluindo:

  • Desktops e notebooks: sistemas operacionais, navegadores, antivírus, drivers.
  • Servidores físicos e virtuais: Sistemas Operacionais, sejam Linux ou Windows, bancos de dados, firmware.
  • Switches, roteadores e access points: firmware e sistemas de gerenciamento.
  • Firewalls e appliances de segurança: assinaturas de ameaças, regras, firmware.
  • Soluções de backup e armazenamento: software de backup, sistemas de arquivos.
  • Dispositivos móveis corporativos: apps e sistemas operacionais.
  • Sistemas embarcados e IoT: sensores, câmeras, controladores industriais.
  • Aplicativos Comerciais: Aplicações corporativas, ERP´s e outros.

Ações práticas para um acompanhamento eficaz

  1. Crie um inventário completo de ativos
    • Mapeie todos os dispositivos e softwares em uso. Sem visibilidade, não há controle.
    • Mapeie o site dos fabricantes para descobrir como funcionam as atualizações.
  2. Monitore fontes oficiais de atualizações
    • Acompanhe boletins de segurança dos fabricantes (Microsoft, Cisco, Fortinet, etc.) e mantenha uma rotina de verificação.
  3. Estabeleça um cronograma de atualizações
    • Defina janelas regulares para aplicação de patches, com prioridade para sistemas críticos.
  4. Teste antes de aplicar
    • Utilize ambientes de homologação para validar atualizações antes de aplicá-las em produção.
  5. Documente todas as ações
    • Registre datas, versões aplicadas, responsáveis e impactos observados. Isso facilita auditorias e revisões futuras.
  6. Estabeleça um processo de aprovação
    • Crie um comitê ou fluxo de validação para garantir que os patches não comprometam a operação.
  7. Treine sua equipe
    • Capacite os profissionais de TI para identificar, avaliar e aplicar atualizações com segurança.
    • Mantenha contratos de suporte para apoio técnico especializado.
  8. Realize auditorias periódicas
    • Verifique se todos os sistemas estão atualizados e se os processos estão sendo seguidos corretamente.
  9. Inclua softwares de terceiros
    • Não se limite ao sistema operacional. Aplicativos como Java, Adobe, navegadores e ERPs também precisam de atenção constante.
  10. Planeje atualizações de hardware
    • Equipamentos obsoletos podem não suportar atualizações recentes. Avalie ciclos de substituição e compatibilidade.

Ferramentas que ajudam no dia a dia

Para garantir um processo eficiente e seguro de atualização dos sistemas, é essencial contar com ferramentas que automatizem tarefas, reduzam riscos e aumentem a visibilidade sobre o ambiente de TI. Abaixo estão algumas soluções amplamente utilizadas no mercado, recomendadas por sua robustez e capacidade de atender às necessidades da maioria das empresas: 

  1. WSUS (Windows Server Update Services)
    • Fabricante: Microsoft
    • Funcionalidades:
      • Gerenciamento de atualizações para sistemas Windows.
      • Controle de distribuição de patches.
      • Relatórios de conformidade.
  1. Red Hat Satellite / YUM / DNF
    • Fabricante: Red Hat
    • Funcionalidades:
      • Gerenciamento de patches em sistemas Linux.
      • Automação de atualizações.
      • Relatórios de conformidade e segurança.
  1. APT (Advanced Package Tool)
    • Fabricante: Debian/Ubuntu
    • Funcionalidades:
      • Atualizações automatizadas via repositórios.
      • Scripts de manutenção e segurança.

Conclusão

O acompanhamento sistemático de atualizações e patches é uma atividade estratégica que deve estar no centro da gestão de segurança de qualquer empresa. Mais do que uma tarefa técnica, trata-se de uma responsabilidade contínua que protege dados, garante conformidade e fortalece a infraestrutura contra ameaças cada vez mais sofisticadas.

Caso necessite de algum auxílio ou esclarecimento adicional entre em contato: cesar@iland.com.br ou csarafim@gmail.com 

Wednesday, October 8, 2025

Política de Senhas Fortes e Rotatividade de Senhas

Pilar da Segurança Digital Corporativa

Este artigo tem como referência o artigo:  
TI Corporativa em Perigo: Descubra as 10 Medidas Que Podem Salvar Seus Dados!

Em um cenário onde 81% das violações de dados envolvem senhas fracas ou comprometidas, implementar uma política de senhas robusta deixou de ser uma recomendação técnica para se tornar uma necessidade estratégica nas empresas. Este artigo apresenta os fundamentos de uma política eficaz, práticas recomendadas e ferramentas que podem ajudar sua organização a elevar o nível de segurança digital.


Por que uma Política de Senhas é Essencial?

Senhas são a primeira linha de defesa contra acessos não autorizados. Sem uma política clara, os riscos incluem:

  • Reutilização de senhas em múltiplos sistemas
  • Uso de senhas fracas ou previsíveis
  • Falta de rotatividade e atualização periódica
  • Armazenamento inseguro de credenciais

Além disso, ataques como força bruta e phishing continuam evoluindo, tornando essencial o uso de senhas fortes e práticas de autenticação modernas.


Boas Práticas para uma Política de Senhas Forte

Segundo especialistas da Microsoft, NIST - National Institute of Standards and Technology e CISA – Cybersecurity and Infraestructure Agency, uma política eficaz deve incluir:

1. Complexidade e Comprimento

  • Mínimo de 12 a 16 caracteres
  • Uso de letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos
  • Evitar nomes pessoais, datas de nascimento ou padrões previsíveis
  • Uso de frases secretas com no mínimo 16 caracteres especiais sempre que possível

2. Rotatividade de Senhas

  • Definir validade máxima (ex: 90 dias)
  • Impor histórico de senhas para evitar reutilização
  • Definir validade mínima para evitar trocas rápidas e repetitivas

5. Auditoria e Monitoramento

  • Verificações periódicas de conformidade
  • Alertas para senhas comprometidas ou fracas

Na prática:

É pouco provável que consigamos criar contextos de validação como os sugeridos acima, em ferramentas open source, embora existam várias iniciativas como, Keycloak, Gluu Server, PrivacyIDEA, este artigo, visa principalmente pequenas e médias empresas, que não tem um ninja especialista para colocar para funcionar uma boa solução. Neste momento temos um software totalmente integrado a um Sistema Operacional bastante usado que é simples e efetivo chamado Microsoft Active Directory. O AD acompanha o Windows Server.

Exemplos de Políticas Recomendadas

Política do Active Directory (Microsoft)

  • Regras de complexidade configuráveis
  • Expiração e histórico de senhas
  • Controle de tamanho de Senhas
  • Integração com MFA

Uso de Gerenciadores de Senhas

Hoje, cada pessoa precisa lidar com dezenas — às vezes centenas — de senhas: e-mail, redes sociais, bancos, sistemas corporativos, aplicativos, serviços em nuvem... A tendência de reutilizar senhas ou anotá-las em locais inseguros (como planilhas ou cadernos) é comum, mas extremamente arriscada.

Um gerenciador de senhas é uma ferramenta que ajuda a armazenar, organizar e proteger todas essas credenciais de forma segura. Ele permite que você:

  • Crie senhas fortes e únicas para cada serviço
  • Evite a reutilização de senhas, que é uma das principais causas de vazamentos
  • Acesse suas senhas com segurança, usando autenticação multifator (MFA)
  • Compartilhe credenciais com segurança, no caso de equipes ou familiares
  • Receba alertas se alguma senha for comprometida em vazamentos públicos

No ambiente corporativo:

Empresas precisam proteger dados sensíveis, sistemas internos e acessos privilegiados. Gerenciadores corporativos permitem:

  • Controle de acesso por função ou departamento
  • Auditoria de uso e conformidade com normas como NIST e GDPR
  • Rotatividade automática de senhas
  • Integração com diretórios como Active Directory e SSO

No uso pessoal:

Você pode usar um gerenciador para proteger suas contas bancárias, redes sociais, e-mails e muito mais. Com ele, você só precisa lembrar uma senha mestra — o resto fica protegido e acessível com segurança.

Em resumo, um gerenciador de senhas não é apenas uma ferramenta — é um aliado da governança de TI, da proteção de dados e da continuidade operacional.


Gerenciadores de Senhas

Essenciais para armazenar, gerar e compartilhar senhas com segurança:

Pessoal

  • Bitwarden: Código aberto, gratuito e com planos empresariais acessíveis

Corporativa

  • Microsoft Entra ID (antigo Azure AD): Soluções completas para autenticação multifator, SSO e gestão de identidade

Conclusão

Uma política de senhas forte não é apenas uma questão técnica — é uma estratégia de proteção de ativos digitais. Ao combinar regras claras, ferramentas adequadas e conscientização dos colaboradores, sua empresa estará mais preparada para enfrentar os desafios da segurança cibernética moderna.

 

Caso necessite de algum auxílio ou esclarecimento adicional entre em contato: cesar@iland.com.br ou csarafim@gmail.com

 

Tuesday, October 7, 2025

TI Corporativa em Perigo

Descubra as 10 Medidas Que Podem Salvar Seus Dados! 


10 Ações Essenciais para Fortalecer a Segurança da Informação no Ambiente Corporativo

Em um cenário corporativo cada vez mais digital e interconectado, a segurança da informação tornou-se um dos pilares fundamentais para a continuidade dos negócios. Com o avanço das tecnologias e o aumento das ameaças cibernéticas, proteger os ativos digitais da empresa não é mais uma opção — é uma necessidade estratégica. A gestão eficaz da segurança em ambientes de TI exige ações práticas e contínuas que envolvem não apenas ferramentas tecnológicas, mas também processos e conscientização dos colaboradores.

A adoção de boas práticas de segurança da informação no dia a dia corporativo é essencial para mitigar riscos como vazamento de dados, invasões, indisponibilidade de sistemas e fraudes. Medidas simples, como autenticação multifator, backups regulares e treinamentos de conscientização, podem fazer uma grande diferença na proteção do ambiente tecnológico. Além disso, a implementação de políticas claras e o uso de soluções automatizadas ajudam a garantir que a segurança não dependa apenas da ação humana, mas esteja integrada à rotina operacional da empresa.


10 Ações Práticas para um Ambiente de TI Corporativo Seguro

  

  1. Política de Senhas Fortes e Rotatividade de Senhas. 
    Estabelece a base da segurança de acesso. Senhas complexas e trocas periódicas são essenciais.
     
  2. Atualizações e Patches 
    Corrige vulnerabilidades conhecidas, evitando brechas de segurança.

  3. Treinamento de Conscientização em Segurança
    Educar os colaboradores para reconhecer ameaças como phishing e engenharia social e como se comportar quando acessando informações corporativas ou pessoais. 
     
  4. Backup Regular e Testado. 
    Garantir recuperação rápida e eficaz em caso de falhas, ataques ou perda de dados.


  5. Filtro de E-mails e Antiphishing
    Previne que mensagens maliciosas cheguem aos usuários, reduzindo riscos de infecção.

  6. Bloqueio de Dispositivos USB Não Autorizados. 
    Evita a introdução de malware e o vazamento de dados por mídias removíveis.

  7. Autenticação Multifator (MFA)
    Adiciona uma camada extra de proteção além das senhas, dificultando acessos indevidos.

  8. Gestão de Identidades e Acessos (IAM). 
    Controla rigorosamente quem acessa o quê, com base em funções e necessidades.

  9. Segmentação de Rede. 
    Limita o impacto de invasões, dificultando a movimentação lateral de atacantes.

  10. Monitoramento Contínuo e Alertas. 
    Detecta comportamentos suspeitos em tempo real e permite resposta rápida a incidentes.



Nos próximos artigos, vamos explorar de forma prática como implementarmos os 10 itens acima !!

Friday, September 26, 2014

Mercado de ERP brasileiro amadurece.

Dados da 25ª pesquisa anual realizada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) em 2014, apontam a TOTVS como a líder de mercado com 37% da base instalada, seguida pela SAP com 30% e pela ORACLE com 16%, os 17% que restam estão divididos entre diversos fornecedores nacionais.

A pesquisa ouviu 2300 empresas que representam 68% das maiores empresa do Brasil e não contempla os pequenos negócios.

Segundo estimativas de mercado, existem no pais aproximadamente 300 mil pequenas e médias empresas (de acordo com classificação do IBGE) e apenas 25% deste universo possui um ERP desenvolvido por empresas especializadas.

Os levantamentos atuais não consideram o potencial de uso do ERP na nuvem.

O mercado de ERP tem grande tendencia de crescimento, especialmente com a entrada de novas empresas, o que podemos observar como é que o ERP genérico em que se rodava apenas o BACKOFFICE da empresa tende a sair de cena e as empresas buscam soluções para tocar a sua operação com sistemas verticais que podem influenciar na competitividade e não apenas oferecer o controle básico da empresa.

Existe um mercado potencial a ser explorado mas um dos principais impasses ainda é a infraestrutura deficitária e os preços praticados no Brasil.

Um dos mercados emergentes é o mercado de Saúde brasileiro que tem aproximadamente 5000 hospitais e clínicas de saúde havidos por uma solução que caiba no bolso, novamente o foco cai sobre a vertical de SAÚDE e não apenas pelo controle de BACKOFFICE. 

A área de saúde tem condições de ofertar melhores condições de atendimento dos pacientes através do uso de sistemas especializados, agilizando o acompanhamento, controle e diagnóstico.



Fontes: 

Monday, August 25, 2014

BIG DATA na Saúde, como criar valor ??

Big Data na Saúde

A invasão de novas aplicações e dos dispositivos móveis no cuidado do paciente tem conferido agilidade aos serviços assistenciais e aumentado o repositório de informações, tanto clínicas quanto administrativas das instituições em geral.

A pergunta que surge é: - "Como criar valor usando estes dados (Big Data).

Um dos grandes entraves para que o beneficio do compartilhamento de informações seja sentido é a falta de precisão dos registros eletrônicos de saúde e a falta de adoção de padrões.

Saber organizar e aproveitar ao máximo os dados colhidos resultando necessariamente em melhores diagnósticos, tanto individuais como populacionais, ofertando tratamentos com maior assertividade, e antecipando a ocorrência de epidemias é certamente um dos maiores desafios.

Podemos definir algumas ações para identificar o valor destas informações e precisamos ficar atentos, especialmente para as questões éticas de segurança de acesso a informação.
- Criar transparência no processo de uso das informações.
- Proporcionar acesso as informações de forma segura.
- Criar ações atendendo o perfil da população.
- Criar soluções ágeis baseado em dados novos para garantir eficácia na ação.
- Avaliar a evolução dos dados de forma periódica e com metodologia própria e de forma automatizada.

Os custos da área de Saúde são proporcionais ao envelhecimento da população e também a ineficiência com a gestão dos recursos.
Os EUA investiu de forma equivocada em 2012 mais de US$ 700 bilhões segundo estudo  apresentado pelo professor e presidente do Departamento de Informática Médica & Epidemiologia Clínica da Oregon Health & Scince University, William Hersh.  Algumas razões para o desperdício apontadas pelo professor foram:
-Serviços desnecessários prestados e entregues de forma ineficiente.
-Preços altos em relação aos custos.
-Excesso de custos administrativos.
-Oportunidades de prevenção perdidas.
-Ocorrência de fraudes. 

Ainda no departamento de Informática Médica do Oregon Health & Scince University a professora Joan Ash afirma que os registros médicos utilizados de forma correta podem trazer grandes  benefícios para os pacientes e para os médicos, mas se não forem utilizados adequadamente ou estiverem incorretos, podem induzir a erros médicos e a desperdício de recursos. 
Existe uma série de problemas com a troca de informações de saúde, como:
-Falta de padrões reconhecidos por todas as instituições / governos.
-Dados irrecuperáveis para pesquisa.
-De proveniência desconhecida.
-De granularidade insuficiente (pouco detalhamento).
-Documentos imprecisos e incompletos.
-Informações transformadas de maneira que prejudicam o significado.
-Incompatível com os protocolos de pesquisa.

No Brasil, além da falta de recursos, temos a ineficiência na gestão dos mesmos.

Segundo informações do Ministério da Saúde em 2012 o Orçamento era de R$ 12,8 Bilhões mas ao final do período foi realizado apenas R$ 3,7 Bilhões do orçamento previsto. Esta dificuldade na realização do orçamento sinaliza para a dificuldade de gestão por parte do ministério, pois a saúde no Brasil precisa de todo o investimento possível.
Com toda a escassez de recursos, temos poucas ações preventivas, além dos programas de vacinação. Deparamo-nos no dia a dia com uma saúde combalida que não tem capacidade de remunerar corretamente os serviços prestados e não consegue atender a demanda da população.

Poderíamos trabalhar de forma mais eficaz utilizando as informações existentes. 

Hoje todas as Unidades que atendem SUS efetuam o envio das informações dos atendimento de saúde para o DATASUS.

O DATASUS recebe todas as informações e disponibiliza algumas consultas desta base de dados, mas ainda sem aplicações práticas em curso.

Certamente temos uma base gigante que permite uma série de análises e que pode agregar valor na saúde brasileira. Temos o padrão, temos a regulamentação para o envio das informações, temos as informações atualizadas.

O que falta para que o Ministério da Saúde crie iniciativas de análise deste BIG DATA para aplicação prática em benefício da população ?

Tuesday, April 29, 2014

Propaganda Enganosa na Saúde

Escrito por Claudio Balduíno Souto Franzen*

Os números estão no orçamento do Ministério da Saúde que não esconde sua política de sucateamento da rede pública brasileira. Nesta lógica perversa, onde se procurou transformar o médico que atua no SUS em bode expiatório da crise da assistência, fica clara a preferência por projetos que primam pela mídia, mas estão longe de melhorar a vida da população.
Todos conhecem a realidade dos hospitais públicos sucateados. Apesar de milionárias campanhas publicitárias, com a presença de atores famosos, verifica-se que a precariedade na saúde persiste. A última pérola reluz bem perto atingiu o bolso dos hospitais federais, reconhecidamente sempre no vermelho.
Em 2014, até o momento, o somatório dos gastos do Ministério da Saúde com toda a rede de hospitais federais do país chega a R$ 300 milhões. Enquanto isso, R$ 560 milhões foram repassados para a OPAS pagar a vinda de intercambistas dentro do Programa Mais Médicos.
Só que a tão decantada vinda de intercambistas cubanos não mudou em nada o quadro atual da assistência à população, com a superlotação das urgências e emergências, a falta de leitos para internação e a fila de espera por cirurgias, além de outras mazelas. 
Por outro lado, a tabela de honorários, que remunera atos médicos e despesas hospitalares, se encontra congelada desde 1995, tornando inviável o atendimento à população.
Trata-se de um quadro que penaliza o paciente brasileiro e só traz vantagens para Cuba, que, assim, leva o dinheiro do contribuinte nacional para sanear suas contas. Como se observa a saúde não é mesmo prioridade para a gestão federal, em que pese sua propaganda enganosa.
 
 
* É conselheiro federal representante do Rio Grande do Sul no Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Wednesday, August 22, 2012

Área de saúde deverá investir em TI mais de US$ 471 mi neste ano no Brasil


Os gastos com TI na área de saúde devem totalizar US$ 471,5 milhões no Brasil neste ano, segundo dados divulgados pela Frost & Sullivan durante o 3º Fórum Saúde Digital, que ocorre nesta quarta-feira, 22, em São Paulo. A projeção da empresa de consultoria e pesquisa é que a cifra salte para US$ 713,9 milhões em 2015, o que, se confirmado, representará um crescimento de 51,4%. Isso fará também com que o país represente 47,1% do mercado latino-americano. O estudo prevê ainda que o Brasil será o sexto maior mercado farmacêutico no mundo em termos de consumo nos próximos três anos.

A análise revela também que o país já representa mais de 40% do mercado de saúde na América Latina, o qual deve registrar uma taxa média de crescimento de 12,2% no período de 2012 a 2015. Como companhias que compõem o setor de saúde, a Frost & Sullivan considera os laboratórios farmacêuticos, empresas de biotecnologia e de equipamentos médicos e cirúrgicos, fornecedores de TI para saúde e empresas de diagnóstico clínico e de imagem.

"O Brasil está à frente de muitas outras regiões no segmento de saúde e na adoção de tecnologia para o setor, o que torna o país um ‘hub’ no setor de saúde regional", ressalta Izabela Januário, analista de mercado da Frost & Sullivan.

Entre as principais tendências em TI na área de saúde, o estudo destaca a computação em nuvem, mobilidade e big data. Segundo a consultoria, 46% das empresas entrevistadas para o levantamento de 2010, não apenas do segmento da saúde, não possuíam soluções em nuvem, o que passou a ser uma realidade neste ano, quando o índice caiu para 34%. Além disso, 66% das empresas disseram que pretendem adotar soluções em nuvem ou, aquelas que já utilizam algum tipo de aplicação de cloud computing, expandir o uso.

Em relação à adoção de dispositivos móveis, o uso de smartphones passará de 9,8 milhões de unidades, no ano passado, para 46,6 milhões em 2020, enquanto a utilização de tablets saltará de 389 mil para 14,6 milhões no mesmo período. O estudo estima que 85% das empresas farmacêuticas utilizem tablets como ferramenta promocional já no ano que vem.

Investimentos e barreiras
Os investimentos em TI na saúde chegaram a representar 3,2% do faturamento da indústria do setor em 2011, índice que deve crescer para 4% neste ano. Apesar das tendências destacadas, os gastos das empresas de saúde em TI foram direcionados, em sua maioria, a aquisição de hardware.

Segundo Izabela Januário, ainda há uma carência de software qualificados para compor as soluções para o setor, aplicativos voltados ao mercado local e um modelo de negócio definido, principalmente no que se refere à área de mobilidade. "É preciso também prover soluções eficientes, a um preço competitivo, para que haja um retorno sobre o investimento."

Para a analista, falta também infraestrutura de internet e telefonia de qualidade para atenderem a demanda de dispositivos conectados e possibilitarem a comunicação e o atendimento mais qualificado nas redes de saúde. "Outra barreira está no custo elevado das soluções de TI e a falta de conhecimento sobre o retorno sobre investimento, o que faz com que empresas de pequeno e médio porte da área de saúde deixem de adotar determinadas soluções de tecnológicas", ressalta Izabela.

Fonte: TI Inside

Thursday, July 26, 2012

Fórum Saúde Digital discute m-health


O setor de TIC na área de saúde passa por um processo de inovação, com o uso de soluções de mobilidade (m-health), padronização de processos, digitalização de documentos, uso de soluções de gerenciamento (ERP) e atendimento (CRM), modernização e consolidação de infraestrutura, adoção de ferramentas de segurança e certificação, telediagnósticos e telemedicina, entre outros.
Esse novo cenário ser abordado no Fórum de Saúde Digital, que acontece dia 22 de agosto, em São Paulo.
Duas palestras vão abordadas soluções de mobilidade em saúde:
  • Digital Health: Inovação na Saúde através do uso de TI e Telecomunicações, por Katia Galvane, gestora de desenvolvimento de negócios Ehealth Brasil – diretoria de P&S Verticais, Telefonica/Vivo;
  • Saúde Conectada – A Era Pós Prontuário Eletrônico, por Jomar Fajardo, global Healthcare Architect da Intersystems.

Tuesday, June 5, 2012

Telit e Cardionet lançam dispositivo para problemas cardíacos


A Telit Wireless Solutions anunciou que o seu módulo celular CC864-DUAL conectará a próxima geração de Mobile Cardiac Outpatient Telemetry (MCOT – Telemetria Cardíaca Móvel) da CardioNet, empresa da área de tecnologia médica sem fio, focada atualmente no diagnóstico e monitoramento de arritmia cardíaca.

Através das capacidades celulares possibilitadas pelo módulo da Telit, o MCOT da CardioNet captura e transmite dados cardíacos do paciente. O aparelho permite o monitoramento por eletrocardiograma (ECG) do batimento cardíaco, além da análise e diagnóstico a partir de qualquer lugar, permitindo que pacientes deixem o hospital mantendo, porém, o acesso às informações sobre sua condição clínica pelos médicos.

“Quando os cardiologistas prescrevem nosso novo aparelho MCOT, eles conseguem monitorar seus pacientes em seu ambiente natural, recebendo um visão acurada da condição cardíaca da pessoa em sua atividade diária”, explicou Joseph Capper, presidente e CEO da CardioNet. “O módulo da Telit CC864 possibilitou a redução do custo do nosso aparelho e, ao mesmo tempo, desenvolveu uma solução portável para uma transferência de dados em tempo real e com alta velocidade”.

Médicos prescrevem o MCOT da CardioNet por até 30 dias, sendo que os pacientes devem usar o aparelho o tempo todo para um monitoramento e diagnóstico compreensivo. Sensores conectados ao paciente transmitem os dados cardíacos a um pequeno equipamento celular com o módulo Telit. Esse aparelho então manda os dados de volta ao Centro de Monitoramento da CardioNet, que conta com funcionários técnicos especialistas, para análise e resposta.

“O MCOT da CardioNet é um bom exemplo dos benefícios da tecnologia móvel para a área de saúde, permitindo o monitoramento imediato e confiável para médicos, permitindo ao paciente que economize custos de estadia no hospital”, disse Mike Ueland, vice presidente senior e gerente geral da Telit na América do Norte. “Esse tipo de solução permite aos pacientes com doenças crônicas terem uma vida normal sem deixar de receber um cuidado médico premium, o que antes era impossível fora de um hospital”.

O CC864-DUAL é um módulo sem fio CDMA-1xRTT da Telit feito para ter a mesma forma, encaixe, e funcionalidade do família de produtos GSM/GPRS e UMTS/HSDPA, o GC864 e UC864 respectivamente, permitindo aos integradores introduzir serviços globais e flexíveis com um único desenho. Com seu fator de forma ultra compacto e estendido alcance operacional de temperatura, o CC864-DUAL da Telit é a plataforma perfeita para aplicações M2M, dados móveis e equipamentos de computação de volume médio a alto. Componentes adicionais como TCP/IP e UDP integrado, um ADC de três canais e DAC de um canal oferecem funcionalidade estendida, adicionando valor à aplicação final sem aumento de custo.

Fonte: TI Inside